Friday, July 27, 2007
Monday, July 09, 2007
Eu e o meu Mano
Elvis Presley - If I can dream
Quando eu e o meu irmão estávamos tristes íamos buscar a K7 do Elvis, o "King", púnhamos no gravador do carro, o primeiro carro do Ricardo, um opel corsa preto, que andava, andava até deixarmos de ver as bermas e a paisagem dos lados se transformar em raios de luz dissonante.
E cantávamos, gritávamos até que toda a tristeza se evaporasse e descesse sobre nós aquela euforia dos fins de tarde ou amanheceres plenos intensos e completos que dão sentido à vida sem mais nada, a vida pelo milagre que ela é.
E esta música então nunca falhava.
Fazes-me tanta falta mano, que até a alma está esmifrada e encolhida de dor.
Posted by D. at 3:15 PM |
Wednesday, July 04, 2007
Tuesday, July 03, 2007
Não se anda de asas com um machado atrás das costas
Perdi com violência a minha sina
Conheci o deserto cinzento dos dias
Demorei quase vinte anos
A não esperar, a não confiar, a não sonhar
E vieste
Chegaste
Doce, terno
Escondeste
O agreste
Estendeste a mão
Proibiste o senão
Construiste um castelo
Ignoraste o flagelo
E acima de tudo
Deixaste-me sonhar
Acreditar de coração puro
Que ainda podia amar
Se ainda conseguisse ao fim de tanto tempo, voltava
A odiar, a sentir sede de rasgar, ganas de matar
Mas estou apenas
Paralisada de dor
Perplexa de desamor
Num deserto de sangue e penas.
Posted by D. at 4:06 PM |
Sunday, July 01, 2007
Balla - O Fim Da Luta
Este é para o Vasquinho que foi morar para uma estrela há um mês e que faz tanta falta a tantos.
A ti que num relance rápido de olhar me entendeste como muito poucos.
Saudade
Posted by D. at 11:39 PM |
Tuesday, June 26, 2007
Destaque Cupido, Fonte de Amor

A maluca responsável destacou-me para Fonte de Amor e eu fiquei muito contente, porque é a distinção mais importante que nos podem oferecer quando escrevemos com amor.
E, também, por ter sido esta menina a destacar-me, pela intensidade, genuinidade, qualidade e, claro, pelo amor com que escreve. A ela um obrigado sincero.
Os meus destaques são-no porque os sinto na pele como fonte de amor em diferentes e diversas acepções.
abstracto concreto
brinco de palavras
curtas
exorcismos
in the meadow
o grito do silêncio
Olhar Xbugalhado pela Xtranheza
poetas amigos
por aqui
principios e fins
Posted by D. at 4:42 PM |
Tuesday, June 12, 2007
Saudade das Brumas
Nas tardes daquele Agosto
Que ainda desconhecia
As sombras do desgosto
Se ainda soubesse invocá-la pedia
À bruxinha com alma, uma macumba
E ao vento, o tom maior em que ele assobia
Para entrar na espiral
Que me pousasse na humidade
Quente dos teus olhos
Espelho transversal
De desejo
Raiz sôfrega de pele
Dá-me um sono transpirado de mel.
Posted by D. at 11:51 PM |
Friday, May 25, 2007
Carvão púrpura
Atravessaste-me ao meio
com uma dor lacinante
que me paralisou o peito
na eternidade de um instante
marcaste-me o destino
com um risco rasgado a carvão
boneca de trapos prostrada sem tino
ouvi surpresa o som fúnebre e seco
com que se parte um coração.
Posted by D. at 8:12 PM |
Thursday, April 26, 2007
Friday, April 20, 2007
bell-fire
Dezenas de manchinhas cinzentas espalhadas pelo corpo.
Terror, agonia, a hipo a invadir-me o cérebro outra vez.
Até que reparo...
Algumas, as que estão mais perto da cintura, têm um tom
Violeta arroxeado e...
Sinto, o pulsar de vida que me invade
Quando me pedes a magia
De me transformar de anjo alvo em amora negra.
Posted by D. at 6:20 PM |
Wednesday, April 18, 2007
Monday, April 16, 2007
Thursday, March 29, 2007
Hasta Siempre Comandante
Estou num sítio muito perto do fim do mundo, dou mais três ou quarto passos e lá está – a porta verde coberta de ervinhas trepadeiras e salpicada de violetas a atirar mais para o amarelo.
Desde sempre que o soube, o caminho. Aprendi muito cedo que é fácil demais chegar lá, o complicado, o mistério é conhecer o momento certo, o toque de clarividência que nos permite distinguir que naquele segundo de eternidade a porta dará acesso a uma infinitude de novos e vertiginosos mundos.
Por enquanto, sempre que desce a nuvem lilás, sou lançada no meu calvário privado em que verifico que, para lá, ainda só existe o vazio imenso que ultrapassa a dor das minhas entranhas.
Fecho a porta, volto atrás e sigo mais uma vez o caminho das aves de arribação.
Um dia voltaremos a ser um, até lá aprendo a seguir o meu caminho sozinha e tento inventar um sorriso novo.
Posted by D. at 12:42 AM |
Monday, November 27, 2006
Mario Cesariny 1923 - 2006
"Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas do próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem
Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca"
Posted by D. at 3:42 PM |
Thursday, June 22, 2006
A meio caminho
Posted by D. at 5:41 PM |









